quinta-feira, 11 de março de 2010

Maconha LEGAL.


    Antes que você comece a falar e refletir sobre a famosa "cannabis" vamos voltar um pouco no tempo até o início do caminho marginal que esta planta vem trilhando há mais de oitenta anos:

   Lá pro início da década de 20, a população negra começava a ganhar seu espaço nos centros urbanos e o maldito governo não queria que isso acontecesse de maneira alguma! A maconha era predominantemente consumida por agricultores negros que plantavam seus pezinhos verdes nos campos de trabalho. Foi dessa maneira que as autoridades conseguiram um argumento para banir a população mais pobre dos centros, atrasando ainda mais sua ascendência na sociedade: Marginalizando a maconha... junto com "cigarrinho do demo" passou a ser proibida a Capoeira, o candomblé o catimbó... enfim, tudo que fosse ligado aos hábitos dos negros, assim eles seriam mais facilmente excluídos da vida social. Inclusive doutores renomados da época afirmavam que a cannabis era a causadora da preguiça, intolerância e agressividade dos camponeses (eu acho que o trabalho escravo, existente até hoje, é o verdadeiro responsável).

   Pronto, confusão formada... através de atos discriminatórios e criminosos das próprias autoridades, os mais pobres tiveram mais dificuldades para enriquecer e a maconha nunca mais recuperou seu cargo de fumo recreativo.  



Hoje a maconha ainda é proibida no Brasil, mas isso só serve para enriquecer traficantes e para dar mais despesas aos cofres públicos, com perseguições, prisões e processos que se multiplicam em uma velocidade muito maior do que se resolvem!

A maior parte da maconha consumida aqui vem do Paraguai e é misturada com inomináveis imundices, mas mesmo assim os consumidores não faltam! Aliás, é isso que o governo tem que entender:

  As pessoas irão fumar seu baseado de qualquer maneira, nem que pra isso elas tenham que escavar túneis ou pedir pra um helicóptero jogar a droga no quintal de casa!



 Hoje existem grupos sociais que lutam pelos direitos de ter sua cannabis em casa. São os chamados Growroom que já tem inclusive milhares de seguidores pela internet. A iniciativa pela luta dos direitos dos maconheiros partiu do seguinte argumento:

 "Se os consumidores de maconha são presos sob a acusação de alimentar o tráfico, o que os impede de plantar uma quantidade sustentável de cannabis em casa?"

  Obs: Quando digo sustentável, quero dizer o suficiente para fumar e não o bastante para ganhar dinheiro vendendo da plantação.

   Dessa maneira o tráfico fica descaracterizado e com um alvará concedido para plantar seu próprio fumo, as autoridades podem registrar e fiscalizar as maconhas alheias. Acreditem, este é o caminho mais provável para a legalização da maconha e já tem advogados, juízes e políticos apoiando o projeto, mas claro, de maneira discreta.

  Veja o que diz o ministro Carlos Minc: "Se a pessoa decidiu ser usuária, é melhor que ela cultive!"

   É justamente o que fazem os adeptos do "Growroom". Hoje já existem equipamentos modernos que possibilitam o plantio de pés de ótima qualidade de cannabis dentro de um banheiro fechado, por exemplo. Alguns plantam nos terraços dos prédios e nas sacadas, para que elas cresçam de maneira mais natural. De qualquer maneira, ter seu próprio pé de maconha requer muito cuidado e algum dinheiro... uns R$ 2.200 pra começar.

  E você, quer saber mais sobre o futuro dos maconha? Entre neste site: www.growroom.net


Texto: Caio Valentim.

Fonte: Revista "O Globo".


quarta-feira, 10 de março de 2010

Eu me nego?


Vamos brincar de faz-de-conta?

Faz de conta que:

  *Você nasceu em uma família conservadora, do tipo que acha que o planeta caminha para o apocalipse e que os jovens estão todos perdidos.

  *Seus amigos fazem piadas de homossexuais o tempo todo, colocando-os em um rótulo definitivo de Bambies coloridos e nojentos.

                               *A medida que você cresce, sem nenhum contato com o mundo gay, sua cabeça já está impregnada de falsas afirmações do tipo: os viados querem ser mulheres, são fracos, covardes, promiscuos, só servem pra nos fazer rir, são inferiores e tarados.

                               *Você sente uma forte atração por homens e, a medida que atinge a adolescência, este instinto torna-se cada vez mais forte. Ao mesmo tempo, você não perdeu contato com os amigos de mente fechada que agridem homossexuais pela cidade e mantém uma "distância segura deles".

  

  Bom, fazendo de conta que uma pessoa se encaixe em algumas desses hipóteses, ela caminha uma triste trilha em direção a auto-negação

  Pensando de maneira mais ampla, uma pessoa pode se negar de muitas coisas no decorrer da vida.  Alguém pode negar o fato de não ser tão belo e talentoso;de não saber tudo o que lhe lhe diz respeito; pode negar a si mesmo a certeza de ter argumentado errado em uma briga etc, mas a mais torturante forma de auto-negação é a que diz respeito à sua natureza sexual e racial.

  Ser gay não é apenas um detalhe da sua vida que pode ser escondido. A partir do momento que existem pessoas que tratam os homossexuais de maneira discriminada, isso interfere no que diz respeito às pessoas que realmente gostam de você.  

   Se um parente ou amigo diz que te ama e ao mesmo tempo odeia os gays, alguma coisa se contradiz, não é? Por isso tanta gente assume sua orientação sexual, porque é uma maneira de encontrar a verdade no seu ciclo social e familiar, uma forma de entrar em contato com quem realmente te admira. O problema é que nem todos querem essa aproximação com a verdade e o medo de ser rejeitado torna-se mais um importante ingrediente para a auto-negação.

   Uma pessoa que tenta se enxergar de maneira diferente no espelho acaba sofrendo de uma eterna insatisfação, se afunda na depressão, ou pior, acaba se tornando uma pessoa agressiva contra aqueles que tiveram coragem de enfrentar a sociedade. Aliás, falando de sociedade e cultura, é neles que devemos colocar a culpa por existirem pessoas que se negam e agridem sua vida emocional e social, pois nem todos tem a obrigação de ter uma personalidade forte a ponto de encarar o preconceito sozinho. O melhor remédio para pessoas que negam sua orientação sexual é procurar alguém assumido pra conversar.

  Já pensaram que, enquanto todos se escondem, os "comuns" se acomodam e a sociedade nunca evolui, sempre presa aos rótulos e estereótipos que servem como amarras invisíveis para segurar a liberdade e o direito humano!


Esclarecimento: caro anônimo, ... eu disse que os comuns se acomodam no sentido de não evoluírem pra aceitar os gays...entendeu? Em qualquer assunto a história mostra isso...se ninguém luta por seus direitos a sociedade se acomoda continuando injusta e injustiça é contra qualquer evolução.

 Já imaginou se os negros, as mulheres e os deficientes não lutassem por seus direitos e se escondessem? Pois é, nada de evolução. ;D

  Ainda tenho muito a comentar sobre a auto-negação/auto-preconceito esperem o próximo post! ;D



















segunda-feira, 8 de março de 2010

Nunca é tarde para um BOM FILME.


    Não é sempre que se pode dizer que um filme adaptado ficou tão bom quanto o livro. O caso de "A cor púrpura", contado pela premiada escritora Alice Walker, se encaixa perfeitamente nessa fuga da regra.

     O livro foi transformado em filme na década de 80' (1985), contando com a direção de  Steven Spielberg que conseguiu, com a ajuda do roteiro adaptado pela própria Alice Walker, levar para as telas de cinema cada ponto de emoção necessária para definir grandes mulheres que tiveram a coragem de viver em uma época assombrosa para qualquer ser dotado de novos sonhos e idéias.

Foto: Oprah Winfrey no papel de Sofia.


Qualquer pessoa que já assistiu ao filme certamente sabe dar valor às mulheres, já que o roteiro "sapateia" sobre discriminações sexuais absurdas onde uma menina que é estuprada pelo pai, torna-se mãe de duas crianças e logo em seguida é doada a um homem que a trata como escrava e a submete aos mais terríveis níveis de humilhação em nome do seu poder de marido.


Mesmo tendo todos os motivos para atrofiar sua capacidade de amar, Celie (magnificamente interpretada por Whoopi Goldberg ) mantém em segredo seus sonhos e planos para o futuro, escrevendo cartas para Deus e a família perdida.


       A cor púrpura é um filme que retrata como seria a vida acomodada, sem pessoas talentosas e bravas, guerreiras que lutam pelos seus objetivos e não desistem de mudar. Acreditem, este mundo seria nojento! 

      Ao longo da história, observamos a desunião das pessoas por causa da cor da pele e, também dentro do grupo discriminado, o preconceito contra as mulheres, todas com alguma coisa a dizer, mas sempre com uma mão peluda lhes tampando a boca.

     Também através da música, os personagens expulsam seus demônios e cantam para gritarem suas existências... cantam o mais blue dos blues para jamais serem esquecidos.

       Como neste trecho de "Sister, de Qunci Jones":

     "I've got news for you...I'm something, I hope you think that you're something too...

    " Tenho boas novas pra você...Eu sou alguma coisa e espero que você ache que é alguma coisa também"

    Nunca é tarde para um bom filme, ter nascido depois da estréia não é desculpa para não conhecer esta história. Até o próximo post.


sábado, 6 de março de 2010

O bonequinho dourado.


  A idéia de criar um evento para premiar a sétima arte surgiu da cabeça de 36 diretores que queriam incentivar melhorias nas produções cinematográficas através de reconhecimento e, principalmente, do espírito de competição. Desde de 1927 o evento (ainda sem o boneco dourado) vem gerando expectativas, descontentamentos e glamour, MUITO GLAMOUR. 

  O design da estatueta foi criado sobre uma toalha de Boite (diz a lenda) pelo diretor de arte da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Cedric Gibbons e só depois teve seu formato aperfeiçoado. Esse bonequinho indecente e careca que é a grande estrela dos últimos 67 anos de premiações, não chega aos quatro quilos e é composto de 92,5% de estanho, 7,5% de cobre e folheado a ouro de 14 quilates e platina. Muitas lendas cercam a escolha do nome "Oscar" para o evento, mas o que contou mesmo foi a sonoridade de um nome popular, confiável e sério para batizar a estatueta... e assim nasceu o Oscar!



      Este ano a direção do evento prometeu uma premiação mais agilizada e BEM MENOS monótona. A começar pelos discursos, muitas vezes capazes adormecer o mais fiel dos cinéfilos.


Na noite de amanhã, os grandes escolhidos terão pouco tempo para mandar beijos pro papai e pra mamãe e gravarão um agradecimento mais demorado para serem assistidos pela internet. Justo! Só escuta quem quer e ainda pode pular pro final.

Mas a cartada de mestre que vai dar um novo ritmo ao evento está no formato do palco e da platéia, como sugere a maquete acima. Do arquiteto David Rockwell.

 Desta vez, Rockwell vai abandonar as cores escuras que dominaram a última cerimônia, substituindo pelo branco e por um jogo de espelhos para criar luminosidade e profundidade.


"Uma das partes de que mais gosto pessoalmente é o piso branco, que vai girar, permitindo que a câmera se movimente enquanto os apresentadores aparecem. Servirá para fazer uma transição que acho que será muito surpreendente"  Diz Rockwell. (fonte da declarção: globo.com)

 A grande estrela da noite será a sortuda que levantar o Oscar de melhor atriz e muitos já fazem apostas dividos entre Sandra Bullock (O lado cego), Meryl Streep,(Julie&Julia),Helen Mirren, “The last station”Carey Mulligan, “Uma educação”Gabourey Sidibe,“Preciosa”.  Ganhar o bonequinho Dourado representa muito mais que um reconhecimento. Apenas a indicação do filme já rende milhões a mais nas bilheterias e com o passar dos anos, todos aprenderam a lucrar com a cerimônia. Principalmente as atrizes, viram manequins vivos, disputados por estilistas famosos, afim de que elas desfilem com suas criações. Sandra Bullock é a mais cotada, já que sua aparência "comum" em relação às outras estrelas faz com que as mulheres se identifiquem mais com ela e, portanto, comprem os vestidos que ela usar. 

  Não tenho paciência agora para fazer divagações sobre a manipulação do Oscar que, de tanto colocar o foco em seus filmes prediletos, acabam tirando do holofote filmes também muito bons, mas que serão esquecidos.

 Abaixo segue a lista dos principais indicados e também algumas curiosidades sobre a cerimônia mais aguardada do cinema mundial:


MELHOR FILME: 

"Avatar", de James Cameron
"O lado cego", de John Lee Hancock
"Distrito 9", de Neill Blomkamp
"Uma educação", de Lone Scherfig
"Guerra ao terror", de Kathryn Bigleow
"Bastardos inglórios", de Quentin Tarantino
"Preciosa", de Lee Daniels
"Um homem sério", de Ethan e Joel Coen
"Up – Altas aventuras", de Pete Docter e Bob Peterson
"Amor sem escalas", de Jason Reitman

MELHOR ATOR

Jeff Bridges, “Crazy heart”
George Clooney, “Amor sem escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao terror”

MELHOR ATOR COADJUVANTE: 

Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The messenger”
Christopher Plummer, “The last station”
Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

MELHOR ATRIZ: 

Sandra Bullock, “O lado cego”
Helen Mirren, “The last station”
Carey Mulligan, “Uma educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor sem escalas”
Maggie Myllenhaal, “Crazy heart”
Anna Kendrick, “Amor sem escalas”
Mo’Nique, “Preciosa”



 *O primeiro dos dois empates da história do Oscar aconteceu na categoria de Melhor Ator em 1932. Fredric March (O Médico e o Monstro) e Wallace Beery (O Campeão) dividiram o prêmio. Como o resultado era desconhecido a Academia teve que providenciar um troféu às pressas.

 *Em 1980, houve um roubo. O Oscar de Curta de Animação foi para o húngaro Ferenc Kofusz. Ninguém sabia quem ele era e, na hora do prêmio, um homem apareceu, discursou, posou para fotos e desapareceu com a estatueta.

*O discurso de Greer Garson, a Melhor Atriz de 1942 por Rosa da esperança, foi o mais longo da história da premiação. Durou mais de uma hora.

*A expressão The winner is...(O vencedor é ...) foi substituída por "The Oscar goes to...(O Oscar vai para...), em 1989, para que não parecesse que os demais eram perdedores.


Então... "O Oscar vai para quem?"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Liga a CAM pra mim?


       Não importa o caminho que a sociedade evolui, o sexo sempre estará metido. Quando os Dvd's foram lançados (eu lembro disso, estou velho), as pessoas ficaram fascinadas com a nova tecnologia. Estavam todos ansiosos pra comprar um aparelho daqueles e revolucionar as noites de cinema em casa. Quando minha mãe finalmente apareceu com um aparelho Dvd foi uma festa (sério, uma festa mesmo) todo mundo se reuniu pra estrear a nova maravilha tecnológica. Eu resolvi fazer um comentário interessante e me destacar no meio dos adultos e disse: "Nossa, nem vai precisar rebobinar!Mas minha madrinha logo roubou a cena com uma constatação bem melhor que a minha, gritando:

"Caralho, dá pra fazer um slowmotion e aproximar a cena... Deve ser perfeito pra assistir filme pornô!"


   Com a internet não poderia ser diferente. Qualquer um pode agora comprar uma webcam e transmitir sua imagem em tempo real para qualquer lugar do mundo! Todos deveriam pensar que a webcam é uma oportunidade de matar a saudade de parentes e amigos distantes, mas a primeira coisa que vem na nossa cabeça é SEXO.

    Antes éramos obrigados a fazer sexo virtual apenas com o teclado e nos contentávamos com um orgasmo literário, mas depois das câmeras portáteis tudo mudou. Uma nova carta  foi colocada no leque sexual e, junto com ela, diferentes pontos de vista e pequenas dúvidas difíceis de responder, por exemplo:

  *Fazer websex enquanto estiver namorando, é traição? Mesmo sendo com um japonês manco que acha que a capital do Brasil é a Colômbia?

  *Uma mulher que faz websex com vários homens ao redor do mundo poderia ser chamada de promiscua, como se fosse uma espécie de piranha virtual?

  *Será que existe pudor no sexo virtual? Mesmo considerando que você nunca vai encontrar a pessoa na vida?

   Vou escolher uma dessas perguntas pra colocar na nova enquete, enquanto isso vamos pensar mais sobre o assunto.

   O mundo virtual se preparou bem pra essa nova tendência sexual. Hoje existem sites de relacionamentos que você pode assistir pessoas na frente do computador, como se escolhesse em um cardápio do websex... gordinhas, gostosos, dotados, casais, orgias, festas com drogas e bebidas e principalmente pessoas sozinhas matando o tédio. Na verdade, pros solitários, o websex é uma evolução da masturbação.

   Assim vai seguindo o rumo do sexo, sempre encontrando uma maneira de estar presente na nossa vida, afinal, é tão bom que é fundamental!

Quem quiser se aventurar no sexo virtual é só entrar em um desses sites, são seguros:

www.cam4.com

ou

http://chatroulette.com/

    Até o próximo post e cuidado pra não cair no youtube com a virilha mal depilada! s2


terça-feira, 2 de março de 2010

O exílio dos fumantes.

   Fumar era pra quem podia... uma questão de status. Como se uma plaquinha escrita " Já sou homem" viesse pendurada no punho dos fumantes de antigamente.

  O cigarro sempre teve a nicotina como principal aliada aos contratos de marketing. Os artistas fumantes, glamourosos, belos, ricos... todos vivendo suas paixões cinematográficas entre um trago e outro, apenas servia para conquistar novos consumidores já que os mais antigos estavam completamente viciados e continuariam fumando mesmo que não houvesse mais propaganda.

  Na televisão, enquanto as mulheres esperavam a novela começar, homens saudáveis laçavam touros e domavam cavalos com um cigarro pendurado na boca. O homem que não fumasse praticamente passava desapercebido pelas damas em uma festa e não demorou para que as mulheres se rendessem à este estilo de vida Hollywoodiano. Uma mulher usando um vestido longo e justo, sentada em uma poltrona de couro com as pernas cruzadas, não passava de uma senhora cansada, se não tivesse seu cigarro em uma das mãos... de preferência com um daqueles filtros bonitos.

  Demorou muito para que a ciência conseguisse gritar mais alto que a indústria milionária do cigarro e seus anunciantes. Junto com a morte de muita gente, inclusive do garoto propaganda da Marlboro (foto acima) fumar começou a ser considerado uma forma de suicídio que custava caro ao governo (milhões em tratamentos de câncer). Logo, os vilões dos filmes passaram a se tornar FUMANTES enquanto os mocinhos corriam pela manhã pra manter a forma.

   Os médicos só não contavam com o tamanho do poder de dependência da nicotina (maior que o craque e a cocaína.) e os fumantes foram vencendo as gerações e atropelando as informações passadas pelos médicos através dos meios de comunicação. Mas como? O ser humano tem uma fase na vida que o torna propício às idiotices, nós chamamos de ADOLESCÊNCIA e o fato de vender cigarros ser proibído para menores só torna a compra do primeiro maço ainda mais atraente. A indústria da morte logo percebeu isso e passou a vender seu produto com diferentes sabores e com embalagens cada vez mais coloridas. Hoje você pode fumar um cigarro de MELÃO e guardar o maço em uma caixinha super INN feita de alumínio.


Com a ajuda do governo, os médicos conseguiram definir uma nova Era na história do cigarro. Agora, depois de se viciarem mortalmente, os fumantes caminham para a marginalidade em direção ao verdadeiro EXÍLIO.


Há tempos, fumar já é considerado um péssimo meio de vida (de vida?) mas ninguém se metia na vida do fumante, se o cara quer fumar, que fume, problema dele. Mas de uns anos pra cá, descobriu-se que ficar perto de um fumante faz muito mal pra saúde e qualquer pessoa que convivesse com um viciado foi classificada de "FUMANTE PASSIVO".

  Daí pra proibir o fumo em locais fechados foi uma luta, mas agora já existem leis que obrigam os bares, boites e restaurantes a adaptarem seus ambientes, já que a área de fumantes deve ser completamente descoberta. Ou isso, ou mandem os seus clientes puxar fumaça do lado de fora. Caso contrário, multa! Os fumantes deixaram de ser admirados e as pessoas passaram a atravessar a rua toda vez que alguém com cigarro caminha na direção delas. Os pais começaram a fumar escondido dos filhos e passam por um processo de limpeza antes que possam tocá-los outra vez. Em Cinquenta anos, a história conturbada do cigarro foi recheada de processos, enterros, segredos, jogadas sujas de marketing até que mais uma vez o governo começou a cobrar taixas mais caras para a produção do produto e, além de prejudicial, ser um fumante se tornou extremamente CARO!


Por mais de quatro reais você compra um bom maço e é obrigado a encarar cenas horripilantes no verso da embalagem, mas mesmo assim continuamos fumando (o blogueiro que vos escreve é viciado em nicotina há seis anos!).  Um homem amputado por causa de uma gangrena, pai de família com câncer de laringe, crianças com asma e o pior... Um BROCHA, tentam alertar  a nós fumantes do novo século dos riscos para não só a nossa, mas também a saúde dos outros! Fico me questionando: "Se milhares de pessoas morrem por ano por causa do fumo passivo... será que eu já matei alguém?" Será que uma pessoa que sentou do meu lado em um bar e tragou minha fumaça morreu de câncer... Essa situação faz com que eu me sinta parte de um grupo de assassinos impunes que se unem para intoxicar as pessoas na rua.

   Mesmo sendo bem informados e inteligentes o suficiente para entender esta situação ( alguns até escrevem matérias contra o cigarro em blogs.) os fumantes não conseguem mudar de vida. Falta motivação pra alguns e sobram vícios pra outros... e assim a  história do cigarro vai vencendo mais uma geração e destruindo várias outras.

  A nova arma dos cientistas contra nós, anunciada agora há pouco na Tv. Sim, nós fumantes SOMOS RADIOATIVOS. Tudo bem, brincadeira, estou exagerando, mas a descoberta feita sobre a fumaça do cigarro não foge muito da minha declaração. A fumaça tóxica, gruda nas paredes e através das nossas mãos amarelas contaminam tudo que tocamos. Isso graças à combinação de uma substância com outra (não é um blog de nerd, não vou citar fórmulas). O toque de um fumante é tão cancerígeno quanto o lugar que ele fumou e os saudáveis agora tem que lidar com um perigo invisível! São os milhões de FUMANTES DE TERCEIRO GRAU que tem que se preocupar com isso... injusto não é? Agora a minha teoria sobre "será que já matei" fica ainda mais sustentável.

   Do alto das minhas reflexões, cheguei à conclusão de que em breve nós teremos que usar luvas pra fumar e os fumódromos serão revestidos por uma espécie de bolha. Pensando ainda mais no futuro, vai chegar o dia em que os viciados em cigarros serão (com toda razão) mais excluídos que os caras que injetam e cheiram. Quando alguém passar na rua com um cigarro soará um alarme no alto dos postes e uma equipe com roupas especiais irá apreender este fumante e levá-lo para uma ilha isolada... cheia de gente soltando fumacinha!


 A jornalista Íris Marine colabora com sua opinião: "Acho que os não-fumantes não devem pagar pelos fumantes. Mas como todo cidadão tem direitos e direitos iguais, se há a proibição, vocês fumantes devem ter sempre nos estabelecimentos, uma ampla area disponível, com o mesmo nível de conforto dos não-fumantes."

   Agora vou dar uns tragos porque esse assunto me deixou louco pra fumar!









domingo, 28 de fevereiro de 2010

( I ) ( N ) ( V ) ( E ) ( J ) ( A )

     O sentimento mais fracassado que o homem possui é aquele que dorme na cama da hipocrisia e se esconde sob leçóis de admiração.

    Esta frase, criada por mim mesmo, serve apenas para ilustrar o sentimento mais recorrente do ser humano, mas ao mesmo tempo é o sentimento que mais ocorre apenas com "os outros".  Neste post de Domingo, vamos tentar entender este sentimento sem pai, mas certamente com muitos primos!

   Antes de continuar lendo, se encare no espelho e diga para si mesmo: "Eu tenho inveja!" Saiba que a inveja velada, escondida é a mais perigosa, por isso, nunca tema uma pessoa que assume ter inveja, mas sim aquela que diz ser livre deste sentimento enquanto te observa de rabo de olho e mantém uma estranha competição não declarada com você.

 A inveja possui inúmeras faces e, por tanto, possui um importante lado positivo além dos negativos:

+ nos faz querer melhorar, seja de maneira física ou comportamental.

A inveja é grande amiga da competição que, por sua vez, é irmã gêmea da ganância e é fundamental para que empresas continuem crescendo, pessoas mudem hábitos sedentários  e comecem a ter uma melhora na vida social.

Sim, tudo isso a partir da inveja boa ou "grande admiração", como a maioria prefere chamar. A inveja e admiração caminham tão grudadas que alguns não conseguem distinguir uma da outra, mas é fácil saber quem é o admirador e quem é o invejoso.

  O admirador não tem nenhuma ligação com a área profissional da pessoa que admira.

  O invejoso tenta sempre se comparar com sua vítima e atribui o sucesso dela à sorte, dando a entender que conseguiria a mesma façanha se estivesse no lugar dela.

  O admirador divulga o trabalho do admirado.

  O invejoso só elogia o invejado para o próprio.

  Você provavelmente conhece alguém que identifica a inveja de longe, mas jura nunca ter cometido este pecado, não é mesmo? Este é o pior invejoso! 

  Imaginem a personalidade humana como um grande quebra-cabeça cheio de falhas e peças perdidas. Nós estamos sempre querendo nos completar e, na busca pela perfeição, pelo preenchimento, esbarramos com a inveja. É humano ter este sentimento. A inveja nos acompanha desde os primeiros passos da evolução, é preciso apenas discernimento para identificar uma possível doença que se desenvolve quando este sentimento passa a predominar na pessoa... Pois é, a inveja é a bastarda da OBSESSÃO!

  Quem se interessou por esse assunto, fique por dentro do blog. A qualquer momento podem surgir outras postagens a respeito. Enquanto isso, "Despopularizem" sua visão sobre a inveja lendo o livro "INVEJA, o mal secreto" de Zuenir Ventura. Editora Objetiva.

Abaixo, algumas famosas declarações invejosas:

 "Sucesso no Brasil é ofensa pessoal..." (Tom Jobim.)

 "A inveja é uma merda!" (Adesivo de automóvel.)

  "... a inveja destrói como câncer." (Bíblia.)

  "O invejoso chora mais o bem alheio que o próprio dano." (Francisco de Quevedo.)